Mato Grosso terá seu primeiro Free Shop e inicia um novo ciclo de desenvolvimento para a fronteira oeste

Grupo Cometa lidera implantação do empreendimento em Cáceres, projeto que amplia a diversificação econômica da região e aposta no turismo de compras como novo vetor de crescimento

Mato Grosso terá seu primeiro Free Shop em outubro próximo, com investimento de aproximadamente R$ 10 milhões do Grupo Cometa. O empreendimento será implantado em Cáceres pelo Grupo Cometa, empresa com sede no município e atuação consolidada nos segmentos automotivo e agropecuário.

O Pantanal Free Shop marca a entrada do estado no mercado brasileiro de lojas francas terrestres e aposta no turismo de compras como uma nova atividade econômica para a região.

“Mais do que introduzir um novo formato de varejo no estado, o projeto representa uma estratégia de desenvolvimento regional”, comenta Francis Maris, fundador do Grupo Cometa, sobre a atração de consumidores e investimentos no Pais na fronteira mato-grossense com a Bolívia.

Ponto estratégico em Cáceres
A implantação do Pantanal Free Shop coloca Mato Grosso em um mercado que, até então, estava concentrado principalmente na fronteira sul do Brasil. A expectativa do grupo é de atender cidades em um raio de pelo menos 700 km

O empreendimento deverá iniciar a operação com mais de 40 empregos diretos nas áreas de vendas, caixas, estoque, administrativo, segurança, limpeza e gestão. A implantação também deverá demandar serviços de transporte, logística, hotelaria, alimentação, manutenção e fornecedores locais.

Com o free shop acredita-se também na maior movimentação da economia local devido o fluxo de visitantes para Cáceres, fortalecimento do comércio local e estímulo aos setores de hospedagem, alimentação, transporte e serviços. “Será criada uma nova frente de desenvolvimento econômico para uma região que já se destaca pelo turismo de pesca e pelo Pantanal”, acredita Eliandra Dutra, gestora do Pantanal Free Shop.

A escolha de Cáceres também está relacionada a uma condição específica desse mercado. A legislação não permite a implantação de lojas francas terrestres em qualquer município brasileiro. O regime contempla municípios oficialmente caracterizados como cidades-gêmeas de localidades estrangeiras situadas na linha de fronteira.

“Cáceres está inserida na região fronteiriça com a Bolívia e mantém relações econômicas, turísticas e culturais com o país vizinho”, explica Eliandra. A condição necessária para operar nesse regime abriu a possibilidade de implantação da loja franca no município.

Para o Grupo Cometa, a iniciativa faz parte de uma visão de longo prazo sobre o potencial econômico da fronteira oeste de Mato Grosso. Com sede em Cáceres, o grupo construiu sua trajetória a partir da cidade e hoje possui 25 lojas, principalmente, concessionárias no centro-oeste e norte, além de operações voltadas ao agronegócio.

Distância também entra na equação
“Acreditamos no potencial de Cáceres e entendemos que o turismo de compras pode se somar às vocações que a cidade já possui, ampliando a circulação de pessoas e movimentando diversos segmentos da economia”, afirma Eliandra Dutra, gestora do Pantanal Free Shop.

Se a localização na fronteira permite a implantação do negócio, ela também cria um desafio operacional. Cáceres está a mais de 3 mil quilômetros dos principais portos utilizados nas operações de abastecimento do empreendimento.
“A distância logística é um desafio importante”, reconhece Eliandra. Para administrar esse componente, o planejamento prevê consolidação de cargas, negociação de fretes e escolha do modal mais adequado para cada operação.
Perfumaria, bebidas, eletrônicos e ítens de pescaria estão entre as categorias que devem ter maior participação nas vendas. O portfólio também incluirá cosméticos, moda, acessórios e produtos de diferentes faixas de preço.

Experiência de outras fronteiras
Mais do que inaugurar uma operação comercial, a chegada do primeiro Free Shop de Mato Grosso representa a entrada do estado em um segmento que vem sendo utilizado em outras fronteiras brasileiras como instrumento de desenvolvimento econômico, principalmente, por resultados observados em municípios que já operam no segmento.

Estudo publicado em 2026 pelo Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do Rio Grande do Sul conclui que as lojas francas terrestres têm potencial para fortalecer o turismo de compras, reduzir a evasão de consumo para cidades estrangeiras e estimular atividades complementares, como hospedagem, alimentação, comércio e serviços. O levantamento destaca que esse modelo passou a integrar estratégias de desenvolvimento regional em municípios de fronteira.

Os números de Uruguaiana, inspiram a iniciativa do Mato Grosso. Segundo dados divulgados pela prefeitura do município, os Free Shops registraram crescimento de 35% nas vendas em 2025, alcançando US$ 50,6 milhões comercializados no ano. O estudo também aponta crescimento de 25% nos empregos formais ligados ao comércio e expansão dos setores de hospedagem e alimentação desde a implantação das lojas francas.

“Esse desenvolvimento também será visto no Mato Grosso a partir do primeiro Free Shop em Cáceres”, acredita Eliandra. Embora cada região possua características próprias, o Grupo Cometa acredita que Cáceres reúne diferenciais importantes para desenvolver esse mercado.

Como funciona um free shop terrestre
Os Free Shops terrestres são estabelecimentos autorizados a operar em cidades brasileiras de fronteira classificadas como “cidades-gêmeas”. Nessas lojas, produtos nacionais e importados podem ser comercializados dentro de um regime tributário específico previsto na legislação federal. As compras seguem regras estabelecidas pela Receita Federal, incluindo limite individual de aquisição por consumidor e controle eletrônico das operações.

Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, um free shop não é um shopping center. Trata-se de uma loja franca, semelhante às existentes em aeroportos internacionais, mas instalada em cidades de fronteira. Além dos produtos importados, o modelo também permite a comercialização de diversos itens produzidos no Brasil dentro desse regime tributário, ampliando o portfólio disponível ao consumidor.

Para Eliandra Dutra, uma das principais missões nesta fase do projeto é justamente esclarecer o funcionamento do modelo de negócio com uma loja franca terrestre, quais são as regras e quais oportunidades esse modelo pode gerar para toda a região.

Assessoria de Imprensa
Flag Comunica
Fernanda Barros – fernanda@flagcomunica.com.br
Flavia Tonin – flavia@flagcomunica.com.br

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