Genética que mantém a vaca produzindo por mais tempo é a mais valorizada na pecuária

Seleção genética para fêmeas da Nelore Cometa valoriza um indicador que trata a permanência da matriz no rebanho, além da sua precocidade. Essa estratégia garante o aumento da taxa de prenhez e uma reposição cada vez mais lucrativa.

Você já fez a conta de quanto tempo suas matrizes de reposição permanecem produzindo na fazenda? Se elas deixam o rebanho antes do terceiro parto, vale acender o sinal de alerta. Afinal, formar uma novilha de reposição custa e, se ela não produzir bezerros suficientes, o investimento pode não se pagar. É uma conta simples, mas que nem sempre recebe a atenção necessária na pecuária de corte.

Na pecuária, quanto maior sua permanência produtiva, maior a possibilidade de diluir os custos de formação e contribuir para a rentabilidade da fazenda. “Essa eficiência começa na seleção das matrizes, com a escolha da genética”, analisa o titular do Nelore Cometa, Francis Maris.

Em fazendas que trabalham com o melhoramento genético, identificar essa característica tem um nome: stayability. O indicador estima a capacidade de permanência produtiva ou a probabilidade de uma matriz permanecer no rebanho e produzir pelo menos três partos até os 72 meses de idade.

Com isso é possível identificar famílias de animais com maior potencial de vaca manter-se em produção de bezerros (longevidade), reduzindo a demanda de reposição de matrizes. “Na Nelore Cometa também estamos muito atentos a esse indicador, especialmente, porque nossos touros irão produzir as matrizes de reposição de nossos clientes”, afirma o pecuarista.

Ele lembra que a relação entre precocidade e longevidade é importante. Uma novilha que emprenha mais jovem antecipa o início de sua vida produtiva. Se continuar parindo regularmente, aumenta o número de bezerros produzidos durante sua permanência na fazenda. Por outro lado, fêmeas que demoram a emprenhar ou são descartadas precocemente exigem a formação de novas matrizes, com custos de alimentação, pastagens, manejo e reprodução.

O impacto em um rebanho de mil matrizes
Para um exemplo de 1000 vacas, com 80% de prenhez, seria necessária uma reposição de 200 novilhas prenhes ou 20%. Para atingir esse objetivo, considerando as perdas, é preciso expor de 250 a 300 novilhas na estação para esse fim de reposição. Se a necessidade de reposição aumentar para 30% aumenta a quantidade de novilhas são necessárias para exposição além da redução da pressão de seleção. No Mato Grosso, como referência, o custo de uma novilha de reposição comercial é de R$ 4.000.

Outro ponto importante, explica o consultor Adauto Franco Filho, da Precisa Consultoria, é que quando são usados touros que favorecem a característica de Stayability, as vacas tendem a permanecer por mais tempo no rebanho. Elas ficam 2,5 vezes a mais quando comparadas com filhas de touros negativos para essa característica. Esse dado é de uma pesquisa da ABCZ, cuja equipe técnica da Nelore Cometa também confirma a percepção na fazenda. Exemplo de touros Nelore Cometa positivos para essa característica são Donno FIV da Cometa (TOP 0,5%) e DC10 FIV da Cometa (TOP 2%).

Além da questão econômica, a atenção a stayability permite que a seleção genética considere não apenas o desempenho individual de uma fêmea, mas sua capacidade de continuar produzindo ao longo da vida e manter a genética no rebanho. Nos programas de melhoramento, a característica é utilizada em conjunto com indicadores de fertilidade, crescimento, habilidade materna e qualidade de carcaça.

Nelore Cometa está atenta a genética que rentabiliza o produtor
Com trabalho de seleção, a Nelore Cometa utiliza características reprodutivas e produtivas como critérios de melhoramento genético. A seleção prioriza animais criados e avaliados exclusivamente a pasto, nas condições em que seus descendentes deverão produzir.

O objetivo é obter matrizes que emprenhem precocemente, mantenham regularidade reprodutiva e desmamem bezerros com bom desempenho, associando fertilidade, habilidade materna, rusticidade e funcionalidade.

O consultor destaca a importância de combinar essas características com o desempenho produtivo e a conformação dos animais. O padrão de seleção do Nelore Cometa busca animais de porte médio, boa estrutura, aprumos corretos, profundidade de costelas, musculatura e acabamento precoces.

A padronização morfológica e produtiva das matrizes também contribui para transmitir características desejáveis aos rebanhos comerciais que utilizam sua genética.

Genômica amplia a precisão da seleção
O Nelore Cometa está entre os criatórios que incorporaram precocemente a avaliação genômica ao trabalho de melhoramento. Essas informações orientam tanto a escolha de reprodutores e matrizes destinados à multiplicação genética por FIV. O trabalho também reúne avaliações genéticas, ultrassonografia de carcaça e análises visuais de características morfológicas.

A proposta é produzir animais capazes de contribuir para a eficiência da pecuária de ciclo completo, da cria à engorda. Para o pecuarista que investe em matrizes de reposição, a combinação entre precocidade sexual, longevidade reprodutiva e desempenho dos bezerros representa a possibilidade de distribuir os custos de formação da fêmea por um número maior de produtos ao longo de sua vida.

Nesse contexto, a seleção de uma matriz não termina na primeira prenhez. Sua contribuição econômica depende também de quantas vezes ela consegue voltar a emprenhar e produzir um bezerro até deixar o rebanho. Mais informações em https://nelorecometa.com.br/

Assessoria de Imprensa
Flag Comunica
Fernanda Barros – fernanda@flagcomunica.com.br
Flavia Tonin – flavia@flagcomunica.com.br

Dicas de comunicação para o agro!

Assuntos de Interesse: