Consórcio já equivale a quase três em cada dez motos comercializadas no Brasil

Modalidade reúne 3,3 milhões de participantes ativos e ganha espaço em um mercado no qual motocicleta também exerce papel na geração de renda. Para não ter riscos, o consumidor precisa de uma empresa parceira de confiança para efetivar o consórcio.

O consórcio se consolida na compra de motocicletas no Brasil. Na prática, se o consórcio contemplado se efetivar em compra da motocicleta, quase três em cada dez motos vendidas no país poderiam ter sido adquiridas por meio de consórcio. Isso porque, entre janeiro e junho 2026, as 339.196 mil contemplações registradas no segmento equivaleram à potencial aquisição de 30% das 1,174 mil motos emplacadas no mercado interno no período. O cálculo é feito com base nos dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) e dados de vendas da Fenabrave.

As motocicletas ocupam atualmente a segunda posição entre todos os segmentos do Sistema de Consórcios em número de participantes ativos, atrás apenas dos veículos leves. Em junho, eram 3,3 milhões de consorciados ativos, crescimento de 6,3% sobre junho de 2025. As adesões também avançaram: foram 760 mil novas cotas entre janeiro e junho, 8,6% acima do registrado no mesmo período do ano passado. No período, o volume de créditos comercializados chegou a R$ 16,2 bilhões, alta de 12,6%, segundo dados da Abac.

“Os números ajudam a dimensionar uma mudança na forma como parte dos brasileiros planeja a aquisição da motocicleta”, afirma Cristinei Melo, diretor presidente do Grupo Cometa. Ele lembra que além de meio de transporte, a moto passou a ocupar espaço como ferramenta de trabalho e geração de renda. Nesse ambiente, o consumidor também compara as diferentes formas disponíveis para programar a compra. “O custo do crédito é uma das variáveis dessa decisão”, analisa Melo, já que as taxas de consórcios podem ser mais interessantes do que os financiamentos.

Consórcio exige relacionamento além da venda da cota
Para o Grupo Cometa, que atua na comercialização de motocicletas Honda e consórcios nas regiões Norte e Centro-Oeste, o crescimento da modalidade também aumenta a responsabilidade das empresas que fazem a intermediação com o consumidor.

“Consórcio é um negócio de escala, capilaridade e relacionamento de longo prazo. A venda da cota é apenas a entrada”, afirma Melo. De acordo com o executivo, a relação continua durante o pagamento das parcelas, oferta de lances, contemplação, aquisição da motocicleta e permanência do consumidor no grupo, podendo chegar a uma nova compra.

Essa característica torna a escolha da empresa que acompanha o consumidor durante o processo especialmente relevante e o consumidor precisa estar atento a empresas sérias e estabelecidas.

Em Agosto de 2026, o Grupo Cometa, com sede em Cáceres, MT, foi reconhecido entre os 20 maiores grupos em vendas de cotas de consórcio Honda no Brasil. Segundo informações da empresa, esses 20 grupos responderam por praticamente metade das cotas comercializadas pela marca no período. A Cometa é a sétima maior revendedora do Brasil, sendo destaque no Centro Oeste.

A presença nesse mercado acompanha uma operação construída a partir da comercialização de motocicletas. Fundado em 1973, o Grupo Cometa mantém negócios em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Pará e Amazonas e comercializa aproximadamente 43 mil motocicletas Honda e 35 mil Consórcios Honda por ano. A estrutura do grupo reúne 25 concessionárias e cerca de 1.400 colaboradores, com atendimento em 356 municípios.

A Trajetória começou com Auto Peças Cometa, em Mirassol d’Oeste (MT) com peças para automóveis e motocicletas, fundada por Francis Maris Cruz. A operação com motocicletas Honda começou em Vilhena (RO), avançando, posteriormente para outros estados das regiões Centro-Oeste e Norte.

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